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Moradores

Clarice Flores

Clarice Flores

Sou ribeirinha urbana, moradora da Microbacia do Córrego do Capão. Conheci e passei a integrar o Núcleo do Capão em 2017 e desde então, tenho meus caminhos pessoais, profissionais e acadêmicos guiados pelas águas. Me encanto pelas culturas, vivências e saberes que se estendem sobre os territórios à beira d'água e acredito que os processos de resistência podem ser despertados pelo afeto. Sou uma das idealizadoras do Projeto Narrar é Resistir, que reúne áudio-narrativas de histórias e estórias contadas pelos povos do Rio das Velhas e seus afluentes. Acreditando no potencial das muitas atividade já desenvolvidas em nosso território, também me envolvi na criação da OR.LA, uma articulação das diversas construções coletivas dos moradores do Capão. Por meio dela, nos dedicamos a desenvolver tecnologias sociais de integração, sensibilização ambiental, valorização cultural e artística, mobilização social e comunicação popular para territórios ambientalmente vulneráveis, tendo como plataformas: o Núcleo do Capão (Manuelzão), o Projeto Narrar é Resistir: Memórias Ribeirinhas e a Agrofloresta Ciliar e Horta Comunitária Clareia Terra. Também faço parte de um bloco de carnaval, o Bloco Vejo Flores em Você, que luta pela descentralização da festa e democratização da cultura popular na periferia.





Erika Silva

Erika Silva

Nascida em Belo Horizonte, habita a sub-bacia hidrográfica do Córrego Piratininga, que integra, dentre outras sub-bacias principais, as dos córregos Capão e do Vilarinho, que desaguam no Ribeirão do Onça. Passou a integrar como voluntária, desde 2016, o Núcleo Capão - Manuelzão, que realiza ações integradas com a comunidade, buscando melhorias socioambientais tanto para o Parque do Conjunto Habitacional do bairro Lagoa em Belo Horizonte, quanto para o Córrego Capão e sua região hidrográfica de influência. Formou-se em Engenharia Ambiental e Sanitária pelo Centro Universitário UNA e é Mestra em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais pela UFMG. Atua nas áreas de meio ambiente e geociências, com enfoque socioambiental e em geotecnologias, incluindo pesquisa, produção, revisão e publicações, trabalhos de campo, abordagem e mobilização de comunidades em geral.





Roseli Correia

Roseli Correia

Com graduação em História pela UFMG, Roseli atua na Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte desde 2002, como professora do Ensino Fundamental. Roseli é mestre em Educação pela Faculdade de Educação da UFMG (2002/2004). Também possui titulação nos cursos de especialização em Língua Portuguesa, “Teorias e Práticas de Ensino de Leitura e Produção de Texto – PROLEITURA – FALE/UFMG” (2020/2021); Gestão em Projetos Culturais – PUC Minas (2011/2012) e aperfeiçoamento em Educação Ambiental, pelo Centro Pedagógico da UFMG\Pró-reitora de Extensão, SECADI\MEC (2014).Participou da formação de professores no projeto “As Escolas na Bacia: A História do Córrego do Capão na cultura local” (2012), em parceria com Laboratório de Ensino e Pesquisa em História (LABEPEH – Centro Pedagógico/FaE/UFMG) e Secretaria Municipal de Educação (SMED\PBH).
Foi professora bolsista pela FAPEMIG, no projeto “Educar pela cidade: Memória e Patrimônio Cultural e Ambiental”, sob a coordenação das professoras Karla Pádua e Lana Mara de Castro Siman, FaE\UEMG, FAPEMIG (2013 \ 2015).
Nos anos de 2013, 2016 e 2022 realizou parceria, como professora da EMALC, participou do Programa “Monitoramento participativo da qualidade da água na região metropolitana de Belo Horizonte (MG): o uso de macroinvertebrados bentônicos como bioindicadores no ensino fundamental e médio” - uma iniciativa do Laboratório Nuvelhas e do Projeto Manuelzão – UFMG; ICB-UFMG, com o objetivo de replicar uma metodologia capaz de promover a participação dos estudantes no cuidado dos córregos e rios urbanos. Em 2022, este projeto foi financiado pelo do Comitê de Bacias Hidrográfico do Rio das Velhas.
Em 2017 participou da seleção da proposta “Valorização de nascentes na Bacia Hidrográfica do Córrego do Capão, em Venda Nova”, pelo edital “Seleção Educares de Práticas de Referência em Educação Ambiental e Comunicação Social em Resíduos Sólidos e Recursos Hídricos”, pelo Ministério do Meio Ambiente, disponíveis no endereço eletrônico: http://educares.mma.gov.br/index.php/main.
Entre os anos 2018 e 2019 assumiu a coordenação do Programa Escola Integrada da EMALC, onde em 2018, ajudou a desenvolver a proposta “Vamos cuidar das nascentes do Capão”, em parceria com o “Projeto Hidro ambiental: Valorização de nascentes urbanas”, fomentado pelo Sub Comitê de Bacia Hidrográfica do Ribeirão Onça (2017-2018). Também participou do 1º encontro “Comitê Jovem do Onça: Águas que entregamos”, promovido pelo SCBH Ribeirão Onça, Núcleo Izidora, Projeto Manuelzão – UFMG e SUS) e da Mostra de Investigação Científica Escolar (MICE / SMED – BH).
Em 2019 ajudou a desenvolver o projeto socioambiental “Debaixo do Asfalto o Rio”, garantindo a participação de estudantes no 2º encontro “Comitê Jovem do Onça: Águas que entregamos” (SCBH Ribeirão Onça, Núcleo Izidora e Projeto Manuelzão – UFMG), na 20ª edição da UFMG Jovem e na Mostra de Investigação Científica Escolar (MICE / SMED – BH).
Recebeu os Prêmio Paulo Freire, “Semente do Futuro”, promovido pela SMED – BH, primeiro lugar, na categoria: “Informação, ciência, tecnologia e informação”, entre os anos 2006/2007. Também foi indicada ao 4º lugar do Prêmio Paulo Freire, com a proposta “Educação ambiental no Ensino Fundamental”, na mesma categoria entre os anos 2003/2004.
Em 2021 participou como examinadora da banca “Jardins afetivos: Canteiros, latas e histórias”, da estudante Roberta Kely de Araújo - trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do curso de Arquitetura e Urbanismo, IFMG- campus Santa Luzia.
Desde 2020 tem auxiliado na implantação / implementação da Horta Comunitária Clareia a Terra, unidade produtiva que ocupa mil metros quadrados: área localizada nas dependências do Parque do Conjunto Habitacional da Lagoa, em parceria com a SUSAN/GEFAU – PBH e Fundação Municipal de Parques.
Em 2020 participou da construção coletiva da proposta “Narrar é resistir”, coletânea de narrativas ribeirinhas apresentadas em formato de “podcast” e disponibilizadas no site narrareresisitir.org. Esta proposta foi coordenada por Clarice Flores, que concorreu ao edital da “2ª Edição do Laboratório de Emergência COVID–19 - Reconfigurando o futuro”, uma iniciativa da Silo - Arte e Latitude Rural junto ao Instituto Procomum.
Em 2022, participou do 3º congresso “Boas práticas dos profissionais da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte”, com a proposta “Educação Ambiental na Bacia do Capão”, sendo também contemplada com a publicação deste mesmo trabalho na Revista Eco Escola BH, uma iniciativa da SMED.
Atualmente é agente de mobilização social e coordenadora do Núcleo Capão, em parceria como o Projeto Manuelzão UFMG, desde 2013, além de representante da sociedade civil, como conselheira, no Sub Comitê de Bacia Hidrográfica do Ribeirão Onça.